Em 2021 eu prestei o concurso para sargento do Corpo de Bombeiros
do Rio Grande do Sul. Eu tinha estudado. Eu sabia a matéria.
E foram exatamente três questões que me tiraram da prova —
nenhuma delas por falta de conhecimento:
Três questões que eu sabia. E o que elas me custaram não foi uma nota:
foi a promoção, foi quatro anos de salário de sargento,
foram quatro anos de carreira.
Foi indefinição financeira. Foi adiar planos com a família.
É isso que três minutos de execução tiram de alguém que já tinha feito
a parte difícil, que era estudar.
Foi nesse período que uma pergunta não me largou:
Eu fui atrás da resposta onde ela realmente estava: em neurociência,
em neurobiologia do cérebro, em como funciona o acesso à memória sob pressão.
Descobri que aquilo que eu chamava de azar tinha nome, tinha mecanismo
e — o mais importante — tinha como ser trabalhado.
Apliquei tudo em mim mesmo.
Em 2024, eu passei no concurso.